Massafera declara voto contra exportação de animais vivo

A proposta proíbe o embarque, nos portos de São Paulo, de animais vivos para consumo humano

A proposta proíbe o embarque, nos portos de São Paulo, de animais vivos para consumo humano

O deputado estadual Roberto Massafera justificou ontem (11) da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sua posição contrária à exportação de animais vivos destinados ao abate. Além dos maus tratos, o parlamentar argumenta que a prática é prejudicial à economia paulista.

O tema foi levado ao Legislativo pelo deputado estadual Marco Feliciano na forma do Projeto de Lei 31/2018. Na prática, a proposta proíbe o embarque, nos portos de São Paulo, de animais vivos para consumo humano.

“O boi abatido aqui gera mais emprego e divisas ao País. A produção e exportação de sapato agrega valor ao couro extraído do animal.” Outros subprodutos, como a farinha de osso usada para corrigir a acidez do solo, também deixa de existir com a exportação do boi vivo.

“Essa é uma discussão que todo o Brasil deveria estar fazendo. Nós precisamos de uma política industrial eficiente. Temos que saber o que podemos fazer e o que fazemos bem.” Massafera citou como exemplo commodities como o minério de ferro, exportado a R$ 0,1/kg, e que retorna ao País na forma do aço importado a R$ 100/kg.

A maior parte das exportações é de boi magro pois permite acomodar uma maior quantidade de animais por navio. “É um produto intermediário, não acabado, que deixa de gerar mais recursos.”

O parlamentar ressaltou ainda que a exportação de animais vivos é uma reação dos pecuaristas ao “cartel dos frigoríficos. Tudo isso revela um grande conflito, mas a exportação de produtos primários é contra os interesses do País.”

Roberto Massafera destaca que 50% do gado exportado é fêmea. Ao invés do abate, ele é usado para gerar novos rebanhos nos países de destino. “É uma contradição, estamos criando uma concorrência internacional.”

Maus Tratos

O deputado também justificou sua posição por princípios humanitários, “pelo tratamento cruel a que são submetidos os animais durante o transporte”. O gado viaja sem espaço para se movimentar, sem alimentação e em precárias condições higiênicas em meio a fezes e urina.

Por fim, Roberto Massafera argumentou que a proibição da exportação de gado vivo não traz prejuízos fiscais ao Estado. Toda exportação é isenta de impostos estaduais por força da Lei Kandir (87/1996).

Autor: Rita Motta

Jornalista, editora de televisão e jornalismo na internet, que se especializou em jornalismo e marketing digital em comunicação.

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