Lobbe Neto destaca importância de incentivar pesquisa e ciência no país

“A gente precisa de menos discurso e mais progresso. Temos que apoiar a pesquisa desde que tenhamos recurso para isso".

“A gente precisa de menos discurso e mais progresso. Temos que apoiar a pesquisa desde que tenhamos recurso para isso”.

Em meio à crise política e econômica instalada no Brasil, a área de ciência e tecnologia vem sendo atingida diretamente pela negligência dos últimos governos. A falta de recursos e o risco de corte de bolsas acadêmicas escancaram o cenário difícil e desafiador vivido pelos pesquisadores brasileiros e chamam atenção para a importância dos investimentos na área.

Reportagem do programa Profissão Repórter desta quinta-feira (25) mostrou o trabalho dos pesquisadores que usavam os arquivos do Museu Nacional do Rio de Janeiro como instrumento de trabalho. Desde o incêndio que destruiu a instituição no início de setembro, os profissionais têm trabalhado dia e noite para recuperar fragmentos do acervo.

Uma das histórias contadas pela reportagem é o caso da aldeia indígena no centro do Rio, afetada diretamente pelo incêndio. Alguns índios pesquisavam usando o acervo do museu e, com a destruição de milhões de peças do acervo, registros de línguas de povos que não existem mais foram perdidos e apagados da história. Agora, os pesquisadores seguem trabalhando para reconstruir o material que sobrou.

Suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, o deputado federal Lobbe Neto (PSDB-SP) destacou a importância de o governo federal investir em pesquisa, criando projetos que valorizem o trabalho desse profissional.

“A gente precisa de menos discurso e mais progresso. Temos que apoiar a pesquisa desde que tenhamos recurso para isso. Não adianta falar que vai apoiar se não tiver um aumento da arrecadação. Onde não tem recurso fica difícil. As universidades federais estão sofrendo, os institutos, obras de ampliação que nunca ficam prontas. O cenário é trágico para a pesquisa como um todo no Brasil”, afirmou.

Em maio deste ano, o jornal O Globo relatou que ainda há muito a ser feito em relação à ciência, como aprimorar a qualidade da pesquisa produzida e a sua inserção internacional e fazer com que ela tenha impacto significativo na gestão pública e junto ao sistema produtivo, uma vez que o índice brasileiro de inovação é extremamente baixo.

Projeto

Autor do projeto que concede reajuste anual às bolsas concedidas pelos órgãos federais de apoio à pós-graduação e pesquisa, Lobbe Neto também comentou a importância da proposta, que ainda não foi aprovada pela Câmara.

“Sempre fui um dos incentivadores da pesquisa. Precisa ter um reajuste. Por isso, fizemos esse projeto para que todos os doutores, mestrandos, doutorandos e também aqueles que estão iniciando na ciência possam ter o seu reajuste nas suas bolsas. Isto é um projeto para melhorar e regrar as entidades de fomento para que a nossa pesquisa, a nossa ciência seja valorizada para que nosso país possa competir com esse mundo globalizado que nós vivemos”, disse.

A proposta prevê que o reajuste deverá ser feito no dia 1º de janeiro de cada ano, obedecendo a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulada nos 12 meses anteriores ao mês do reajuste.

Autor: Rita Motta

Jornalista, editora de televisão e jornalismo na internet, que se especializou em jornalismo e marketing digital em comunicação.

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